Osni Ribeiro
Botucatu

O violeiro botucatuense Osni Ribeiro acaba de lançar
Arredores, seu terceiro disco-solo. Nas asas da viola
caipira, o músico canta temáticas que ainda habitam o
inconsciente coletivo do interiorano, entre elas o luar,
o amor, a religiosidade, a natureza e a boa e velha
prosa.
Embora beba na fonte, a obra vai além do lamento
sertanejo, muito comum no cancioneiro caipira.
Exemplo disso é Arredores, a otimista faixa-título do
álbum, que versa sobre a sensação de mudar histórias
que fazem o mundo.
“Eu sonho, espero, eu posso, eu quero”, brada o caipira
empoderado às voltas com reflexões existenciais. “É
só buscar ao redor, coisas que a gente só encontra no
fundo dos olhos de alguém que confia”, arremata o
botucatuense entre percussões e ponteados de viola.
O instrumento, aliás, é celebrado em Viola Santa. A
reverência ao pinho sagrado fica evidente nos versos
“é o som desta viola que silencia este meu cantar”.
Diante da beleza do fraseado dessa moça, o cantador
prefere só ouvir.

 

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Arredores
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